
As patas dianteiras unidas, os joelhos dobrados, os olhos levantados para o céu. Pousado, numa folha, num galho ou no chão, lembra uma figura piedosa, em oração. Para os insetos, porém, ele significa perigo, morte. Mas só para os insetos. Entre eles, o louva-a-deus é um dos bichos mais ferozes, um predador de primeira. Desde a cor, que varia do verde ao marrom e lhe serve de disfarce entre as folhas ou no chão, até a forma, a força e a posição das patas dianteiras, a cabeça triangular alta e provida de enormes olhos e o tórax (protórax) alongado, as quatro asas que se fecham em leque quando pousa, o poder triturador das mandíbulas - tudo nele são recursos para alcançar, imobilizar, matar e devorar as presas. Ataca, para comer, pequenas borboletas, moscas, gafanhotos, grilos e até mesmo outros louva-a-deus.
Na China, existem brigas de louva-a-deus, semelhantes às brigas de galo. Prendem-se dois louva-a-deus numa gaiolinha e se observa a luta, que termina sempre em canibalismo - para iniciar a comilança, o vencedor abre um rombo na nuca do adversário e lhe devora o cérebro. No fim, saciado, o vencedor limpa a boca com as patinhas, educadamente.
Nos trópicos, vivem mais de 400 espécies. No Brasil, as mais comuns são a Stagmatoptera precaria (verde) e a Acanthrops falcataria (cor de folha seca). O louva-a-deus é um inseto da família dos mantídeos. O comprimento médio do adulto é de 10cm.
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