segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Verbo da religião morta.



Olá, boa segunda-feira...

Estou fora de Brasília já quase uma semana, participei das comemorações dos 50 anos da JOCUM, preguei num evento de despertamento missionário para jovens e adolescentes e amanhã inicio minhas aulas aqui na ETED que vão até sexta-feira, isso tudo aqui em Recife-PE.

As vezes é difícil processar tantos eventos dando a importância devida de cada um. Já ouví os fundadores mundiais da missão em outras ocasiões, falar em congressos não é algo inédito pra mim e dar aulas em ETEDs é quase que rotina. No entanto, é impossível ignorar a singularidade de cada situação.

A companhia de Deus nos pensamentos torna tudo interessante mais uma vez. Ele sempre escuta de mim: Que eu tô fazendo aqui ? Quem sou eu pra ajudar em alguma coisa disso aqui? Isso aqui não vai dar certo ?

De alguma forma, por alguns momentos vou me sentindo extremamente envolvido com tudo que cerca, sinto que tudo pode ser muito mais do que um teatro religioso inútil. Consigo nutrir boas expectativas no ambiente mais hostil e indiferente. Contemplo a possibilidade da palavra que vem de Deus encontrar um coração sedento, sei o quanto isso é sublime e aterrador. Ao compartilhar disso meus sonhos recobram o entusiasmo e a paixão.

Quando minha luta pessoal ficou pra trás estou diante do maior ardil satânico que conheço, a religiosidade. Ela minimiza, rouba e aniquila a dinâmica de agir e proceder que o Espírito Santo deseja distribuir entre os que creem.

Vejo muitos atenderem prontamente o chamado do Senhor, mas
ficam pelo caminho bem cedo por se desgastarem totalmente quanto ao que deveriam ao não; vestir, usar, escutar, participar... enfim, uma infinidade de coisas que não cooperam em nada para aquilo que Deus quer fazer em nossos dias.

Esse é meu “feeling” sobre esses dias em praticamente todos lugares que vou, mas sempre existem 2 ou 3 que transpõem essa barreira e dão muito bons frutos, aos demais eu me contento em ter “tocado a trombeta” da melhor forma que pude.

Espero escrever mais sobre o assunto, mas por hora só consigo definir religiosidade como o verbo da religião morta.

Thiago
23 de Agosto 2010

Recife-PE

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Sick and Tired of being Sick and Tired...


Fazendo jus ao "título" desse texto é que eu quero atualizar em parte nossa comunicação.

Sei que muitos de voces recebem todos os dias informativos chatos de missionários (talvez nem tão chatos rs rs)

Tenho me privado um pouco de escrever sobre as lutas aqui na missão, já tem cerca de 2 ou 3 meses que estou
recluso nesse sentido, a adrenalina de cada dia me causou alguns "bugs" na mente ou nas emoções de modo que
falar de projetos e correrias da base tem me desgastado como nunca e tenho me preocupado em não desgastar os
outros com isso...

De qualquer forma, meu prazer em ler a bíblia e compartilhar da Palavra
em sí mesma sem muitas aplicações didáticas ou ministeriais, tem sido meu refrigério.

Infelizmente minha saúde não tem ajudado muito, estou arrastando uma crise (leve/moderada mesmo tomando os medicamentos) ha 2 meses (Doença de Crhon).
Tive de desmarcar algumas viagens e faltei em alguns compromissos locais, o que me deixa muitíssimo chateado e constrangido
com as pessoas.

Não que eu já não tenha enfrentado isso antes, mas consigo identificar a natureza desse momento como necessidade de
aprender assimilar longas tempestades com serenidade, porém sem omissão, descaso ou desistência.

Sempre combatí boas batalhas mas não sei lidar com guerras longas, sempre resolví questões em tempo recorde.

Há 2 anos assumimos o desafio de estabelecer a base da missão em um local próprio, quem tem acompanhado essa "saga"
sabe do grau de dificuldade e até mesmo de complexbilidade para permanecermos com a base em funcionamento e com novas
iniciativas enquanto lutamos ainda para pagar e melhorar (tornar habitável) o local de nossa moradia e trabalho.

Deus tem preservado em mim uma quieta perspectiva de futuro, diferente dos impulsos arrebatadores que tanto me encorajavam
e direcionavam a obedecer radicalmente o que eu ouvira de Deus e assim partir imediatamente para o "front".
Como diz a música do Ozzy "I'm going through changes." ( Estou passando por mudanças.)... acho que eu também estou e não me sinto muito confortável com isso.
Nunca estamos, não é mesmo ?
Mas para caminhar numa via de maior intimidade e conhecimento das coisas de Deus, precisamos desses desconfortos, desenvolver a capacidade
de contemplação e vivência da graça de Deus.

Por mais que eu possa avaliar e reconhecer a necessidade de quietude na minha vida, as circunstâncias normais não param.
Resumindo; desde que deixei de correr pelos "4 cantos" freneticamente, escrevendo, ligando, viajando, compartilhando em vídeos e etc, as coisas acumularam bastante.

Desejo que Deus mova você para orar por nós.

Obrigado pelo respeito e crédito de sempre.

Paulo aos Coríntios e a nós :
"A nossa esperança a respeito de vós está firme, sabendo que, como sois participantes
dos sofrimentos, assim o sereis da consolação." II Co 1:7

Um abraço
Thiago

domingo, 30 de maio de 2010

Escravo solto !


Há um paradigma comum a todos que uma vez estiveram sob domínio da força ou influência de alguém ou algo, que é viver uma nova perspectiva totalmente livre da condição anterior.

Talvez a ilustração mais direta que possa usar, seja literalmente a de um escravo recém solto ou liberto.

A liberdade é algo tão novo pra ele que dificilmente ele se situa com facilidade.

Existe a paranóia causa pelo medo de voltar a condição de escravo que o faz agir melindrosamente para não chamar a atenção para sí e ser pego em um "deslise" fazendo-o a voltar pra senzala, seja ela física ou mental.

Conheço muitas pessoas "livres" que vivem assim, tem essa mania de perseguição polidamente moderada ou sob a alegação de prudência.

Elas sempre acham que estão sendo observadas e que cedo ou tarde serão julgadas indevidamente.

Tudo é uma ameaça eminente a sua paz e ao seu futuro, ela se mata na construção de uma segurança a qual ela mesma não acredita.

Essas pessoas são dadas a um perfeccionismo doentio tentando provar pra sí e pro mundo que ela não merece voltar pra senzala, pois ela é "brilhante". Daí ela pode também apresentar-se como incansável exibicionista viciada em aplausos e elogios.

O coração escravo exala sentimentos marginais acerca de sí mesmo, ele nunca consegue assimilar a dádiva da liberdade pois de forma alguma ele consegue se sentir existencialmente digno.
Ele se arrebenta em atos inconsequentes num estupor de liberdade movido a transgressões à sua consciência, que na rebordose de tais atitudes ele se odeia pelo despresível escravo que é.

Fiz essa analogia numa pregação biográfica(como todas tem que ser), mas também como denúncia ao comportamento de nossa geração pós-moderna que nada mais é do que um pós-escravo desvairado, seja no exemplo "quadrado" da religiosidade evangélica que assume o legalismo como afirmação da liberdade dizendo; não sou mais como eu era, por isso não bebo, não fumo, não transo, não escuto música-do-mundo e dou o dízimo por isso sou livre.

O outro lado é o mais "redondo" corre atrás do próprio rabo até ficar tonto e "cair", ou seja; não sou mais como eu era, por isso eu bebo, fumo, cheiro, transo e eu sou meu pastor porque eu tô na graça.

Gálatas 5.1 “Para a liberdade foi que Cristo nos libertou. Permanecei, pois, firmes e não vos submetais, de novo, a jugo de escravidão”

Não entra na minha cabeça que Cristo me libertou morrendo na cruz pra que hoje eu me "beneficie" assumindo uma das posturas que citei acima.

Espero muito mais do que isso !!!
A Bíblia nos inspira a ir muito além disso.

Gálatas 6:15 "Porque, em Cristo Jesus, nem a circuncisão nem a incircuncisão têm virtude alguma, mas sim o ser uma nova criatura."

Quero ser assim, uma criaturazinha livre, que não se limita a fazer, ter feito ou vir a fazer coisas num comportamento de vida que tenta provar ser livre.

Entendo o SER livre quando creio, que nem a morte pode me prender mais.
Hoje, estou salvo e liberto na e por toda eternidade.

A Deus dou a glória disso !!!


Thiago

Escravo solto !

segunda-feira, 26 de abril de 2010