
Olá, boa segunda-feira...
Estou fora de Brasília já quase uma semana, participei das comemorações dos 50 anos da JOCUM, preguei num evento de despertamento missionário para jovens e adolescentes e amanhã inicio minhas aulas aqui na ETED que vão até sexta-feira, isso tudo aqui em Recife-PE.
As vezes é difícil processar tantos eventos dando a importância devida de cada um. Já ouví os fundadores mundiais da missão em outras ocasiões, falar em congressos não é algo inédito pra mim e dar aulas em ETEDs é quase que rotina. No entanto, é impossível ignorar a singularidade de cada situação.
A companhia de Deus nos pensamentos torna tudo interessante mais uma vez. Ele sempre escuta de mim: Que eu tô fazendo aqui ? Quem sou eu pra ajudar em alguma coisa disso aqui? Isso aqui não vai dar certo ?
De alguma forma, por alguns momentos vou me sentindo extremamente envolvido com tudo que cerca, sinto que tudo pode ser muito mais do que um teatro religioso inútil. Consigo nutrir boas expectativas no ambiente mais hostil e indiferente. Contemplo a possibilidade da palavra que vem de Deus encontrar um coração sedento, sei o quanto isso é sublime e aterrador. Ao compartilhar disso meus sonhos recobram o entusiasmo e a paixão.
Quando minha luta pessoal ficou pra trás estou diante do maior ardil satânico que conheço, a religiosidade. Ela minimiza, rouba e aniquila a dinâmica de agir e proceder que o Espírito Santo deseja distribuir entre os que creem.
Vejo muitos atenderem prontamente o chamado do Senhor, mas
ficam pelo caminho bem cedo por se desgastarem totalmente quanto ao que deveriam ao não; vestir, usar, escutar, participar... enfim, uma infinidade de coisas que não cooperam em nada para aquilo que Deus quer fazer em nossos dias.
Esse é meu “feeling” sobre esses dias em praticamente todos lugares que vou, mas sempre existem 2 ou 3 que transpõem essa barreira e dão muito bons frutos, aos demais eu me contento em ter “tocado a trombeta” da melhor forma que pude.
Espero escrever mais sobre o assunto, mas por hora só consigo definir religiosidade como o verbo da religião morta.
Thiago
23 de Agosto 2010
Recife-PE


